Março 2012
Nesta edição
Edição - Março 2012
Carta do editor:
O desafio americano
Será que os Estados Unidos perderam sua vantagem competitiva? Será que décadas de terceirização e “downsizing” roubaram a capacidade da nação de inovar e crescer? E, se assim for, como reverter a situação?
Este mês, a HBR aborda a questão com um pacote abrangente de artigos dedicados exclusivamente ao tema. Em parceria com os colegas da Harvard Business School, pedimos a alguns dos cérebros mais originais do planeta que explicassem o desafio de competitividade que os EUA enfrentam e ajudassem a apontar um caminho a seguir.
A ideia desse especial não é encarar o país como isolado do resto do mundo. Não é mostrar triunfalismo — ou, já que estamos nisso, derrotismo. O que queremos, isso sim, é dar um panorama claro daquilo que o país está fazendo direito, de áreas em que está deixando a desejar e de medidas que poderia tomar para recuperar sua posição competitiva. Não podemos pensar em outro tema mais importante neste ano crucial de eleições nos EUA.
Embora variado em escopo e pontos de vista, o especial é movido pela crença fundamental de que a competitividade americana não é algo bom apenas para os EUA. Inovações americanas podem impulsionar o crescimento mundial — e uma nação americana rica continuará a comprar do resto do mundo. Além disso, as lições que aprendemos sobre a competição são aplicáveis a indústrias e nações em toda parte.
Muitas das ideias nesta edição foram originalmente apresentadas em novembro passado num simpósio organizado por Michael Porter e Jan Rivkin, professores da HBS. O evento atraiu alguns dos maiores dirigentes empresariais do país — incluindo Jamie Dimon (JPMorgan Chase), Virginia Rometty (IBM) e Michael Lynton (Sony Pictures Entertainment) — e deflagrou o que, esperamos, venha a ser um animado debate nacional sobre o que significa, para uma nação, ser competitiva no século 21.

























