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Harvard Business School Club of Brazil

Maio 2012

Seg, 05/07/2012 - 18:00

Nesta edição

Edição - Maio 2012

Carta do editor:

Inovação sem lágrimas

 

Se detivéssemos os direitos exclusivos sobre o termo “inovação”, estaríamos bilionários. Toda empresa, grande ou pequena, parece desesperada para desvendar os segredos da inovação — sobretudo da inovação a custo acessível.

Nesta edição, portanto, trazemos algumas das ideias mais recentes sobre a melhor maneira de inovar — sem assumir riscos desmedidos. No principal artigo do foco “Inovação para o século 21” (na página 32), Bansi Nagji e Geoff Tuff, da consultoria Monitor, sugerem que a empresa monte e mantenha rigorosamente uma “carteira de inovação”. A meta é administrar a inovação total por toda a organização, em vez de depender de iniciativas aleatórias e isoladas para conseguir que a empresa avance. Nagji e Tuff examinaram empresas que superaram o índice S&P 500 em desempenho e constataram que essas líderes tinham um padrão específico de investimento na inovação: 70% em melhorias em produtos e serviços atuais, 20% em apostas nas adjacências e 10% em iniciativas transformadoras.

Ainda neste foco, Anne Marie Knott, da Olin Business School (Washington University), nos EUA, apresenta um indicador que irá ajudar empresas a entender que retorno estão obtendo com pesquisa e desenvolvimento (veja na página 40). Esse indicador — que Knott batizou de “research quotient”, ou “quociente de pesquisa” — permite que gestores cotejem a eficácia de seu investimento em P&D com o de concorrentes e vejam como alterações nesse investimento influenciam tanto os resultados como o valor de mercado da empresa.

Não deixe de ler, ainda, o artigo de Tsedal Neeley, professora da Harvard Business School, na página 56. É um tema polêmico: empresas mundo afora devem ou não estabelecer o inglês como idioma oficial em suas operações? Com base em sua pesquisa, Neeley conclui que é preciso, sim, adotar o inglês, esteja onde estiver a empresa — e o mais breve possível. Haverá solavancos ao longo do caminho, mas dá para mitigá-los. E, seguindo um punhado de princípios importantes, fazer disso uma vantagem competitiva.

 

Adi Ignatius, editor-chefe

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