Julho 2012
Nesta edição
Edição - Julho 2012
Carta do editor:
Tecnologia do futuro
Esta edição é totalmente dedicada a um tema que, hoje, faz parte dos negócios (e das preocupações) de todo tipo de empresa, em qualquer setor: tecnologia. A mobilidade é um fenômeno que cresce a cada dia, seja em grande escala, como a computação em nuvem — um servidor virtual, com capacidade gigantesca de armazenamento —, seja em escala menor, como smartphones e tablets que os próprios funcionários trazem diretamente das suas vidas pessoais para o ambiente corporativo. Também as redes sociais saíram do universo dos consumidores pessoais para conquistar as empresas.
No artigo “Estratégias sociais que funcionam”, Mikołaj Jan Piskorski afirma que empresas que se dão bem em plataformas sociais não se limitam a vender coisas: o que fazem é ajudar um usuário a se conectar com outros. Uma das mais novas tendências que vêm ganhando força, inclusive no Brasil, é a segmentação, como relata Marcela Daniotti em “Nichos: o que são e como ganhar com eles”. É um modelo diferente de rede social que abre novas oportunidades de negócios.
Em relação ao fenômeno da “nuvem”, seus verdadeiros benefícios podem surpreender — mas será preciso gente certa para encabeçar a transformação, sustenta Andrew McAfee no artigo “O que todo presidente precisa saber sobre a nuvem”.
Da mesma forma, para lidar com os desafios da mobilidade crescente, ampla e irrestrita, as empresas precisam da abordagem certa. De acordo com Renato Improta, da Accenture, no artigo “Qual sua estratégia de mobilidade?”, adotar iniciativas isoladas para atender a pressões específicas vindas de diferentes áreas é um caminho desorganizado, que só gera ineficiência.
A Harvard Business Review Brasil de julho traz, ainda, os perfis de dois empreendedores brasileiros do setor de tecnologia: Cássio Azevedo, da mineira AeC — a segunda maior operadora de call center do Brasil —, e Laércio Cosentino, presidente da Totvs, maior empresa de desenvolvimento de softwares de gestão empresarial da América Latina.
Não devemos esquecer, porém, que a tecnologia e o seu domínio são fundamentais aos negócios, mas não é tudo: se quiser criar produtos revolucionários, a empresa deve não apenas dominar as tecnologias, mas tentar entender como podem ser usadas para satisfazer necessidades que o usuário talvez nem saiba que tenha, como explica o professor Roberto Verganti em “Como criar produtos revolucionários”.
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