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Foco - Colaboração I

Você é um líder colaborativo?

Escrito por:
  • Morten T. Hansen
  • Herminia Ibarra
quarta-feira, 31 dezembro, 1969 - 21:33
Como um grande presidente mantém a equipe conectada.
 
 
AO OBSERVAR o pessoal usar uma nova tecnologia social, o presidente da Salesforce.com, Marc Benioff, teve uma epifania. Sua empresa criara o Chatter, um aplicativo empresarial inspirado no Facebook que permite ao usuário acompanhar colegas e clientes e trocar informações e ideias. O pessoal vinha testando o produto internamente, não só dentro de grupos de trabalho, mas por toda a organização. Ao ler posts no Chatter, Benioff percebeu que muita gente que tinha informações importantes sobre clientes e que agregava o maior valor não era sequer conhecida pela equipe gestora.
 
A visão que o pessoal hierarquia abaixo tinha da cúpula executiva era igualmente turva, sabia Benioff. Faltava pouco para a reunião anual da diretoria fora da empresa, por exemplo, e Benioff sabia, de conversas com o pessoal, que havia dúvidas sobre o que acontecia a portas fechadas no encontro. “Na cabeça deles, a gente vestia um manto e se punha a cantar”, diz.
 
O que fazer para aproximar a cúpula da empresa da força de trabalho? Benioff fez a pergunta a si mesmo. Foi aí que veio o lampejo: usar o Chatter para escancarar as portas do encontro da diretoria.
 
O que os 200 executivos encontraram ao chegar ao evento foi atípico. Todos os 5 mil funcionários da Sales­force.com tinham sido convidados para se juntar a eles — virtualmente. Grandes telões espalhados pelo local exibiam o fórum especial do Chatter criado para o evento. Todo executivo recebeu um iPod Touch e toda mesa tinha um iPad, que os participantes podiam usar para postar no fórum. Um serviço de vídeo transmitia a reunião em tempo real para todo o pessoal — que, no sentido inverso, também podia expressar instantaneamente sua opinião no Chatter.
 
O encontro começou com as apresentações de praxe. Os gestores ali presentes não sabiam ao certo o que fazer. A princípio, não houve nada fora do comum. Até que Benioff apanhou o iPad em sua mesa e fez um comentário no Chatter, dizendo o que achava interessante no que fora dito e fazendo uma piada para quebrar o gelo. Um punhado de executivos ali presentes também postou comentários. Em seguida, foi a vez de gente que assistia ao evento na empresa. A bola de neve começou a rolar. “De repente, em vez de um seleto grupo participando [do encontro], a empresa toda participava”, diz Benioff.
 
Choveram comentários. “Dava para sentir o ‘empowerment’ no recinto”, lembra Steve Gillmor, diretor de estratégia de mídias técnicas.
 
O diálogo acabou se estendendo por semanas após o evento. E, mais importante, ao promover um debate em toda a organização, Benioff conseguiu alinhar melhor a força de trabalho inteira em torno de sua missão. O evento serviu como um catalisador para a criação de uma cultura mais aberta e empoderada na empresa.
 
Assim como executivos e funcionários da Salesforce.com, quem mexe com negócios hoje trabalha de forma mais colaborativa do que nunca — não só dentro da empresa, mas também com fornecedores, clientes, governos e universidades. Equipes globais virtuais são a norma, não a exceção. Facebook, Twitter, LinkedIn, videoconferências e uma série de outras tecnologias deram uma injeção de esteroides na conectividade e viabilizaram formas de colaboração que teriam sido impossíveis até bem pouco.
 
 
Muitos executivos percebem que precisam de uma nova cartilha para esse ambiente hiperconectado. Quem galgou a hierarquia da empresa em silos, com um estilo de “comando e controle”, pode ter dificuldade para se ajustar à nova realidade. Já o gerente que tenta liderar pelo consenso pode rapidamente ver a tomada de decisão e a execução empacarem. Chegar ao estilo de liderança certo não é fácil.
 
Como parte de um estudo sobre presidentes de alto desempenho (veja “Os CEOs de melhor desempenho do mundo”, HBR Janeiro 2010), examinamos o que significa ser um líder colaborativo. Descobrimos que isso requer uma forte habilidade em quatro áreas: exercer o papel do conector, atrair talentos variados, dar o exemplo da colaboração lá no alto e agir com mão firme para impedir que a equipe fique patinando em discussões. A boa notícia é que nossa pesquisa também sugere que essas habilidades podem ser cultivadas — e ajudar executivos a gerar um desempenho excepcional a longo prazo.
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Comentários

Mostrando 2 comentários

Anônimo sab, 01/07/2012 - 14:15

I thuohgt I'd have to read a book for a discovery like this!

Anônimo sab, 01/07/2012 - 09:32

I'm grateful you made the post. It's calered the air for me.

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