Um punhado de presidentes há muito no cargo deve ter sentido uma ligeira inquietação diante dos recentes acontecimentos no mundo árabe. Ainda que não tenha qualquer semelhança com Hosni Mubarak ou Muamar Kadafi — ainda que seja o mais competente e benfazejo dos líderes —, um indivíduo pode muito bem se horrorizar com a rapidez com que a sorte de um confortável autocrata pode se desintegrar. Pode se espantar com a assustadora tendência humana, quando diante de algo inevitável, a negar a realidade, a alimentar ilusões, a sentir raiva e a se portar como se portaram esses déspotas.

