Estamos em uma nova era. Empresas voltadas ao lucro estão abordando problemas sociais e ambientais, entidades sem fins lucrativos criam modelos de negócios sustentáveis e governos concebem modelos de mercado para a prestação de serviços. Desse cruzamento de fronteiras tradicionais, surge um modelo distinto de empresa, capitaneado por empreendedores movidos a metas sociais.
Quando vai criar uma entidade para levar a cabo suas ideias, é comum um empreendedor desses topar com uma dúvida paralisante e aparentemente arbitrária: ser uma organização com ou sem fins de lucro? Embora para certos leitores a distinção possa soar simples, um crescente número de empreendedores padece com tal classificação. Como, por exemplo, rotular o serviço comercial de partilha de carros I-GO, nos Estados Unidos, estruturado como entidade sem fins lucrativos? E a chinesa Qifang, uma plataforma online que dá a estudantes de baixa renda acesso a crédito estudantil, estruturada por sua vez como organização voltada ao lucro?
