Richard Serra faz esculturas de aço em escala tão monumental que o MoMA, em Nova York, teve de reformar uma galeria para suportar o peso. A relação de Serra com a indústria que cria o material característico de sua obra já tem meio século: décadas antes de ser aclamado por crítica e público, Serra trabalhou na siderúrgica americana U.S. Steel para pagar a universidade, Yale. Para erguer suas instalações, recorre desde a década de 1970 à mesma família nova-iorquina de içadores de carga. Seus complexos projetos de engenharia — que exigem a manipulação de chapas de aço de um jeito sem precedentes — levaram a inovações radicais na usina que fabrica as peças. Nas aventuras de Serra é possível entrever uma possível reinvenção para a indústria siderúrgica, há muito em declínio.
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