| Explore as redes informais de sua equipe |
| Richard McDermott e Douglas Archibald |
Em muitas empresas, funcionários formam grupos para compartilhar conhecimentos e lidar com problemas comuns. Essas comunidades de prática podem ser uma tremenda ferramenta de gestão.
Se os maiores cérebros da empresa estão se juntando para resolver problemas e desenvolver novas ideias por conta própria, o melhor a fazer é não se intrometer, certo? Trocar ideias eletronicamente é fácil para o pessoal — que em geral não quer ou não aprecia a supervisão de executivos. Mas, pense bem. Embora antigamente fossem totalmente extraoficiais, redes internas de especialistas — ou “comunidades de prática” — estão, hoje, cada vez mais integradas à estrutura formal de gestão das empresas.
Houve, nos últimos tempos, uma proliferação de comunidades informais, independentes. Muitas empresas contaram com elas para obter soluções criativas para desafios que extrapolam fronteiras funcionais. Mas, nos últimos anos, forças externas — avanços tecnológicos, globalização, mais demandas sobre o tempo do trabalhador — começaram a minar o sucesso dessas comunidades. Consideremos a ascensão e queda de um grupo informal de especialistas de uma grande empresa de engenharia sanitária localizada nos arredores de Londres. No comecinho da década de 1990, esse pessoal passou a se reunir semanalmente para discutir estratégias para o projeto de novas instalações de tratamento de água. Os encontros eram tão dinâmicos e informativos que atraíam multidões de curiosos (por questão de confidencialidade, a empresa não pode ser identificada).
A comunidade prosperou inicialmente por operar na informalidade. Unidos por uma paixão profissional comum, os participantes se apinhavam em torno da mesa de reunião para comparar dados, trocar opiniões e discutir que projetos funcionariam melhor com sistemas de água locais. E a comunidade produzia resultados: os participantes acharam maneiras de reduzir significativamente o tempo e o custo envolvidos no projeto de sistemas ao ampliar a reserva de experiência passível de ser explorada, aproveitar insights de diferentes disciplinas e reciclar ideias de design de outros projetos.
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