| Pronta para se recuperar? |
| Donald Sull |
Sete perguntas a fazer
Antes da recessão, muitas empresas aproveitaram as condições macro- econômicas dos tempos de vacas gordas (juros baixos, capital fácil, consumidor confiante e por aí vai) para crescer e lucrar. Isso deixou os reflexos organizacionais mais lentos e atrofiou os tendões exigidos para a ação rápida. Agora, porém, empresas em boa parte do mundo enfrentam duras condições de mercado e uma inarredável incerteza em vários planos críticos, incluindo inflação ou deflação, taxas de câmbio e regulamentação (com o Estado intervindo em mais setores da economia). E fontes habituais de turbulência no mercado — situação geopolítica, inovação tecnológica, dinâmica competitiva — seguem aí, é claro.
Com a recessão ficando para trás, não basta aos líderes da empresa criar a estratégia “perfeita”, arregaçar as mangas e colocá-la em prática — na esperança de que o mercado vá cooperar. Devem, isso sim, definir um rumo estratégico amplo e seguir atentos a oportunidades inesperadas que surjam ao longo do caminho. E atenção: ainda que venha acompanhado de riscos, um mercado volátil abre, sim, oportunidades. Novas normas geram fontes inesperadas de capital; novas preferências de consumo criam demanda para produtos ou serviços inéditos; concorrentes abaladas vendem ativos por uma pechincha.
Mais do que nunca, a empresa precisa de agilidade — a capacidade reiterada de detectar e aproveitar oportunidades inesperadas antes das rivais (para uma discussão em profundidade dos três tipos de agilidade que permitem que isso ocorra, veja “Como prosperar em mercados turbulentos”, HBR Fevereiro 2009). Como, então, avaliar se sua organização está suficientemente preparada para o novo ambiente de negócios? Como identificar os obstáculos que impedem a organização de executar bem sua estratégia e como superar essas barreiras?
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