| Presidente apostou sorte da seguradora num pato |
| Daniel P. Amos |
IDEIA
Depois de dez anos de uma ambiciosa campanha publicitária, o nome da Aflac continuava pouco conhecido. Será que um pato teria mais sucesso?
O pato da Aflac é um astro do rock no Japão. Só assim posso descrever a dimensão que nossa mascote adquiriu naquele país. Numa economia em crise, a receita da Aflac Japão subiu 12% em 2003, ano de estreia do pato. Hoje, de cada quatro domicílios japoneses um tem seguros Aflac, a líder do mercado pelo critério do número de apólices vigentes. Tiramos esse título da Nippon Life, que o deteve por mais de cem anos.
Em 2009, a equipe de marketing japonesa lançou uma nova encarnação da mascote para um novo tipo de seguro. É uma mistura do nosso pato com o tradicional gatinho da sorte oriental, o Maneki Neko. O “patogato” ficou tão popular que nosso último comercial foi eleito o número um no Japão. Uma gigantesca versão de pelúcia do Pato Maneki Neko rodou o país de ônibus, atraindo multidões de até 20 mil pessoas cidade após cidade. Em toda parada montávamos mesas para vender apólices de seguros a fãs fervorosos.
Como foi que chegamos lá? O que fez o pato branco virar uma sensação no Japão desde que o primeiro comercial foi exibido no país? E, mais importante, como o bicho ajudou a aumentar nossa receita em 44% de 2003 para cá? Em 2008, a receita da Aflac foi de US$ 16,6 bilhões, dos quais 70% vieram do Japão.
Ninguém está mais surpreso do que eu.
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