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Como se recuperar de um revés
Joshua D. Margolis e Paul G. Stoltz

Eis um método para entender — e para redirecionar — sua reação instintiva a crises.

Tudo caminha bem. Até o dia em que um cliente importante liga e diz: “Vamos trocar de fornecedor, já no próximo mês. Infelizmente, sua empresa não está mais nos nossos planos”. Ou quando três colegas, que entraram para a organização na mesma época em que você, entram na fila para uma promoção — e você, não. Ou sua equipe perde outro colaborador importante numa terceira rodada de cortes — e, com o mercado desaquecido ou não, será preciso cumprir as metas, mas agora dependendo enormemente de dois dos membros menos cooperativos do grupo.
 
Qual é sua reação? Fica revoltado e decepcionado, dizendo cobras e lagartos a quem se dispuser a ouvir? Ou se sente deprimido e vitimizado, resignado à situação, mas se recusando a enxergar a dura realidade dos fatos? Ou, quem sabe, se sente tomado por uma onda de adrenalina — talvez mesclada com medo — por farejar a oportunidade de desenvolver suas habilidades e talentos de modo nunca imaginado? Na verdade, o mais provável é que você, leitor, tenha exibido todas essas reações quando confrontado com um desafio — quem sabe até passando por vários estados emocionais distintos no processo de lidar com um abacaxi muito grande.
 
Seja qual for sua reação inicial, no entanto, o desafio é transformar uma experiência negativa em algo produtivo — ou seja, combater a adversidade com resiliência. Resiliência psicológica é a capacidade do indivíduo de reagir de forma rápida e construtiva a crises. É uma dinâmica central na maioria das histórias de sobrevivência, como a dos indivíduos e organizações que, ainda em estado de choque, se mobilizaram na esteira dos ataques do 11 de setembro e do furacão Katrina. Mas exibir resiliência pode ser difícil, por muitas razões: medo, ira e confusão podem nos paralisar depois de um sério revés. Atribuir culpa em vez de buscar soluções é uma tendência mais que humana. Pior, aqueles a quem pedimos orientação podem acabar dando justamente o conselho errado.


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