| Como comprar uma briga boa |
| Saj-nicole A. Joni e Damon Beyer |
RESUMO
Paz e harmonia no trabalho não deveriam ser tão valorizadas. Embora seja considerada o suprassumo da vida organizacional, uma equipe de trabalhos sem conflitos pode ser uma maldição para a empresa. Foi o que ocorreu na Lehman Brothers. Quando virou presidente do banco, Richard Fuld transformou um lugar de trabalho notoriamente beligerante numa das firmas mais harmoniosas de Wall Street. Só que o tiro saiu pela culatra. Conselheiros e executivos ficaram cordatos demais, com medo de perturbar a paz, mesmo sabendo que o banco caminhava para uma crise.
Estudos mostram que a complacência é, em si, o melhor indicador de que uma empresa terá fraco desempenho. Daí toda organização precisar de um saudável grau de discórdia. Nem todo tipo de conflito é produtivo, é claro — é preciso achar a combinação certa de alinhamento e competição e garantir que a energia de todos esteja sendo aplicada numa direção positiva.
Neste artigo, dois consultores de negócios tarimbados dão um guia básico para o leitor determinar se a luta que quer travar é certa ou não. Primeiro, deve haver algo importante em jogo — o propósito da briga deve ser nobre ou gerar um valor visível, de preferência transformador. Em seguida, uma briga boa é voltada ao futuro (a meta nunca deve ser distribuir a culpa por erros passados). E é crucial que a luta seja um esporte (não uma guerra) e que o líder permita uma interação informal nas trincheiras e ajude a suavizar o baque do lado perdedor.
Reprint R0912C–P
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