| Chegou a hora de uma cultura da franqueza |
| James O’Toole e Warren Bennis |
RESUMO
Se há algo que os desastres empresariais da última década ensinaram é que devemos parar de avaliar líderes de empresas com base puramente na riqueza que geram para o investidor. Um critério melhor seria o seguinte: em que medida o líder cria uma organização econômica, ética e socialmente sustentável? Para atingir essa meta, o primeiro passo é estabelecer uma cultura da franqueza.
Uma empresa não pode inovar, responder a necessidades de stakeholders ou operar com eficiência se seu pessoal não tiver acesso a informações relevantes e atuais, dizem os autores, dois professores americanos. Só que buscar mais transparência pode significar uma dura batalha contra a natureza humana. São muitos os obstáculos: executivos que não ouvem os subordinados ou punem quem traz más notícias; líderes que sonegam informações na tentativa de manter o poder; pensamento grupal entre integrantes de uma equipe que não sabem discordar; conselhos que não questionam presidentes carismáticos.
Ainda assim, o líder pode tomar medidas para cultivar a transparência. Ao ser aberto e sincero, reconhecer os próprios erros, incentivar o pessoal a abrir o jogo com os chefes e premiar dissidentes, o executivo pode mostrar, na prática, que conduta espera dos outros. Ensinar o pessoal a travar conversas desagradáveis com simpatia também vai derrubar barreiras à comunicação honesta. Para evitar que vieses o ceguem, o líder pode diversificar suas fontes de informação — medida óbvia, mas raramente tomada. Mas a maior alavanca da mudança cultural talvez seja o processo de seleção de executivos — escolher líderes por sua capacidade de agir de forma transparente, e não só de competir. Um punhado de empresas já tomou a ousada atitude de partilhar toda informação relevante com todos os funcionários da casa.
Para ter acesso ao conte�do completo deste artigo, conecte-se ao site por meio da caixa localizada na parte superior direita. Os dados de senha e login s�o fornecidos a todos os assinantes de HBR Brasil. Caso voc� ainda n�o seja assinante e queira conhecer melhor a publica��o,
clique aqui
|
|
|



